• Gestão Primavera - CAEQ 2021

Convocatória ao ato 29M - União Preta e CAEQ

Durante todo seu governo, Bolsonaro e generais têm atacado diversos setores da sociedade brasileira, e as áreas da saúde e educação vêm sendo seus principais focos. O desmantelamento do SUS e das Universidades e Institutos Públicos, principalmente federais, tem sido o maior objetivo do plano desse governo fascista junto com o genocídio planificado do povo, seja pela COVID-19, polícia reacionária ou fome com a miséria do auxílio emergencial.


Segundo a Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a universidade irá fechar as portas a partir de junho deste ano, devido à falta de orçamento disponível para pagamento de contas de eletricidade, água, segurança e limpeza. E este não é o único caso, o mesmo ocorre na UNIFESP, UFMG, UFPE, UnB, UFSC, UFF, UFBA, UFG e UFPA. O corte afeta o já débil orçamento destinado ao ensino superior, 20% menor do que 2020, é equivalente a R$ 4,5 bilhões. Ainda, o Decreto 10.686/21 bloqueia R$ 2,7 bilhões do orçamento do MEC. As universidades públicas têm sido parte chave no desenvolvimento de testes rápidos e mais baratos e das vacinas nacionais. A prática de sucatear para privatizar não é novidade e é impulsionada no período recente pela nomeação de reitores interventores em diversas universidades federais pelo MEC, assim como pela implementação do precarizado Ensino Remoto Emergencial (ERE)/Educação à Distância (EaD). Devemos defender a Universidade Pública por ser centro de pesquisa, ensino e extensão de ponta, trazendo benefícios à sociedade a médio e longo prazo.


Em 2021, o Orçamento da União para o ano foi aprovado com uma redução de 14,81% referente ao orçamento de 2020 na área da saúde, em meio a uma crise sanitária sem precedentes. Neste ano ainda, a regra do orçamento emergencial para enfrentamento à pandemia não existirá mais. Ou seja, voltamos ao sufocamento da Emenda Constitucional 95/2016, que congelou investimentos em saúde e demais áreas sociais até 2036. Se não bastassem os cortes, é aprovado na Câmara dos Deputados texto-base do projeto que permite que empresas comprem vacinas contra a COVID-19, sendo uma legitimação da furagem de fila pelos figurões endinheirados. Com médias de 2 mil mortes diárias, genocidas se aproveitam dos seus cargos, se beneficiando a custo da crise aguda. Vemos a exemplo, o caso das 3 mil doses enviadas ao estado do Amazonas, em que apenas 500 chegaram aos grupos prioritários (profissionais da saúde da linha de frente, idosos e indígenas), enquanto 2,5 mil serviram aos ricos.


Além de todos os ataques e cortes na Educação e Saúde, a política de genocídio do povo preto e indígena vem se tornando cada vez mais intensa. No dia 06/05/2021, na Comunidade do Jacarezinho, ocorreu uma das maiores chacinas já realizadas no Brasil. Foram 27 mortos e diversas pessoas feridas em uma das inúmeras ações da sanguinária Polícia Civil do Rio de Janeiro, a qual foi justificada pelos policiais como uma “Operação de Combate ao Tráfico". A quantidade de mortos e episódios recorrentes de chacinas nas décadas recentes, para citarmos os casos mais conhecidos, chacina de Acari (1990); da Candelária (1993); de Vigário Geral (1993); da Nova Brasília (1994 e 1995); do Borel (2003); Favela da Coreia (2003); do Caju (2004); da Baixada (2005); chacina do Pan no Complexo do Alemão (2007); do Falet/Prazeres (2019); do Alemão (2020); da Vila Ibirapitanga (2020) e tantas outras pouco noticiadas pelo monopólio de imprensa, mostram o verdadeiro caráter da política de guerra contra o povo pobre e preto do Estado brasileiro. Em Rondônia, os camponeses do acampamento Manoel Ribeiro estão enfrentando bravamente um cerco da PM e suas práticas de perseguição e aniquilamento daqueles que lutam pela terra.


Como se não bastassem todos os absurdos citados, nossos ecossistemas estão sendo dizimados por meio do Governo Federal em concordância com o latifúndio destruidor e homicida, conforme as notícias que chegam cada vez mais frequentes de promessas de "passar a boiada", palavras do ministro Ricardo Salles, que está diretamente ligado à exploração ilegal de madeira e apoia abertamente o garimpo ilegal.


Com o exemplo dos levantamentos populares na Colômbia e Palestina e as manifestações radicais que incendiaram os Estados Unidos após o assassinato de George Floyd, devemos nos lançar às ruas neste dia 29. O futuro das universidades e do nosso povo está em jogo e a luta presencial é um meio fundamental e decisivo para impedir que estes ataques se efetivem. Devemos seguir erguendo alto nossas históricas bandeiras de resistência e enfrentar mais esses ataques à universidade com a mesma decisão e audácia que o momento exige!


ABAIXO O CORTE DE VERBAS! DEFENDER A UNIVERSIDADE PÚBLICA E GRATUITA!

PELO FIM DO GENOCÍDIO DO POVO PRETO E INDÍGENA!

POR UM AUXÍLIO EMERGENCIAL DE R$1000 ATÉ O FIM DA RECESSÃO!

EM DEFESA DO SUS! VACINA PARA O POVO JÁ!

SOLIDARIEDADE AO ACAMPAMENTO MANOEL RIBEIRO!

CONTRA O ECOCÍDIO PROMOVIDO CONTRA O MEIO AMBIENTE!


Centro Acadêmico de Estudos da Química (CAEQ) - Unicamp

comuniq@caequimica.com

Coletivo União Preta do Instituto de Química - Unicamp

uniao.preta.unicamp@gmail.com


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